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Dermatites e alergias

Urticária: 6 Tipos, Causas e Tratamentos Dermatológicos

Por Dra. Letícia Fachinelli · CRM-DF 19167 · 3 min de leitura

Urticária: 6 Tipos, Causas e Tratamentos Dermatológicos

A urticária é uma das condições dermatológicas mais comuns, afetando cerca de 20% da população em algum momento da vida. Caracterizada pelo surgimento súbito de manchas avermelhadas ou elevações na pele que coçam intensamente, a urticária pode ser aguda ou crônica e tem diversas causas. Entender a condição é essencial para buscar o tratamento correto e melhorar a qualidade de vida.

O que é urticária?

A urticária é uma reação inflamatória na pele caracterizada pelo aparecimento de pápulas (elevações) e/ou placas eritematosas (avermelhadas) que coçam intensamente. As lesões surgem rapidamente, costumam durar entre algumas horas e 24 horas em cada local e desaparecem sem deixar marcas. Em alguns casos, pode ser acompanhada por angioedema, que é o inchaço nas camadas mais profundas da pele, especialmente nos lábios, pálpebras, mãos e pés.

Os 6 principais tipos de urticária

1. Urticária aguda

Dura menos de 6 semanas. É frequentemente desencadeada por alimentos (leite, ovos, frutos do mar, amendoim), medicamentos (principalmente antibióticos e anti-inflamatórios), infecções virais ou picadas de inseto. É a forma mais comum em crianças.

2. Urticária crônica espontânea

Persiste por mais de 6 semanas sem causa identificável. Acomete principalmente adultos, com maior prevalência em mulheres. Tem forte associação com doenças autoimunes da tireoide. A causa permanece desconhecida em até 80% dos casos.

3. Urticária física

Desencadeada por estímulos físicos: pressão sobre a pele (dermografismo), frio, calor, vibração ou exercício físico. O diagnóstico é confirmado por testes de provocação específicos.

4. Urticária de contato

Surge após contato direto da pele com determinadas substâncias, como látex, plantas, cosméticos ou alimentos. A reação é localizada na área de contato.

5. Urticária colinérgica

Relacionada ao aumento da temperatura corporal, seja por exercício físico, banho quente ou emoções intensas. As lesões são pequenas, muito coçadas e surgem principalmente no tronco.

6. Urticária solar

Raridade desencadeada pela exposição à luz solar. As lesões surgem poucos minutos após exposição à luz e desaparecem quando a área é coberta. Pode ser grave em casos de exposição extensa do corpo.

Causas e fatores de risco

A liberação de histamina e outros mediadores inflamatórios pelos mastócitos da pele é o mecanismo central da urticária. Os principais desencadeantes incluem: alimentos alergênicos, medicamentos (AINEs, antibióticos), infecções, fatores físicos, estresse emocional, picadas de insetos e doenças sistêmicas como tireoidite e lúpus. Em muitos pacientes com a forma crônica, autoanticorpos atacam os próprios mastócitos, causando a liberação espontânea de histamina.

Diagnóstico dermatológico

O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado nas características das lesões e na história do paciente. Exames complementares como hemograma, provas de função tireoidiana, pesquisa de autoanticorpos e testes de provocação física podem ser solicitados conforme cada caso. Investigar e tratar possíveis causas subjacentes é fundamental, especialmente nas formas crônicas.

Tratamentos disponíveis para urticária

O tratamento depende do tipo e da gravidade da condição. As principais opções terapêuticas são:

  • Anti-histamínicos de 2ª geração: são a primeira linha de tratamento. Medicamentos como cetirizina, loratadina e fexofenadina controlam a coceira e as lesões com poucos efeitos colaterais.
  • Corticosteroides: utilizados em ciclos curtos para casos graves ou surtos agudos intensos.
  • Omalizumabe (anticorpo monoclonal): indicado para urticária crônica espontânea refratária aos anti-histamínicos. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, representa importante avanço no tratamento dos casos mais difíceis.
  • Evitar desencadeantes: identificar e eliminar os fatores que disparam as crises é parte essencial do manejo da doença.

Quando procurar atendimento de emergência?

A urticária acompanhada de angioedema na garganta, dificuldade respiratória, queda de pressão ou desmaio pode indicar uma reação anafilática, que é uma emergência médica. Nesses casos, ligue imediatamente para o SAMU (192) ou vá à pronto-socorro mais próximo.

Acompanhamento dermatológico

Se você apresenta episódios recorrentes de manchas que coçam na pele, consulte um dermatologista. O diagnóstico preciso do tipo de urticária e a investigação das causas são fundamentais para um tratamento eficaz. Consulte a Dra. Letícia Fachinelli, dermatologista especialista em condições de pele, e tenha um plano terapêutico personalizado. Saiba mais sobre como cuidar da sua pele em nosso blog de dermatologia.

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